Um pouco mais de Luz

A SABEDORIA É UM REFLEXO DA LUZ ETERNA (V. Sb 7,26)

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Quando a alma parte

quarta-feira 30 de Novembro de 2016

Aproximando-se o final do mês das almas, quis partilhar alguns ensinamentos de Jesus a Consuelo, com todos aqueles que sabem que Jesus ainda hoje nos instrui através do Seu Espírito de Amor, relativos ao destino daquelas.

"Quando a alma se separa do corpo, rompe-se o laço que unia a alma ao corpo; e desaparece a dependência que existia entre eles. O corpo, para viver, necessitava da alma, pois é a alma que anima o corpo e lhe dá vida; mas a alma não necessita do corpo para continuar a viver, porque a alma é eterna.

Quando a alma e o corpo se separam, o corpo deixa de ser cárcere ou prisão para a alma. Deixa de haver entre o homem velho e o homem novo a dicotomia que existia durante o tempo em que conviveram juntos. Porque, quando a alma do homem espiritual desejava fazer o bem, o corpo com todo o cortejo de baixas tendências inclinava-o para o mal, e o mal que não procurava surgia-lhe nas mãos, o homem, carregado de fraquezas, muitas vezes sucumbia à tentação.

Mas quando a alma do justo abandona o corpo, o homem ter-se-á libertado da servidão da carne, das paixões e concupiscências e de todas as coisas que servem de tropeço e coartam o espírito do homem interior, do homem espiritual.

Enquanto o homem vive na terra, os olhos servem-lhe para ver, os ouvidos para ouvir, as mãos para tocar e os pés para andar. Quando o homem morre, o seu corpo fica sepultado na terra, juntamente com todos os seus membros e sentidos, esperando a ressurreição da carne.

Os sentidos corporais são uma ajuda que é proporcionada ao corpo, e são muito úteis ao homem enquanto tem vida; mas, quando o homem morre, o seu corpo corrompe-se e, com ele, corrompem-se os sentidos; foram válidos para o corpo, mas não servem para o espírito.

Por isso, o homem espiritual sabe que não pode basear a sua felicidade eterna nas coisas visíveis, nas coisas que entram através dos sentidos do corpo, porque os sentidos são efémeros e, como tudo o que é humano, desaparecem.

Consuelo: Senhor Jesus, nós, os homens estamos imersos na matéria, nascemos com um corpo, e este corpo é nosso, porque Deus nos criou assim. Neste corpo temos sentidos e habituámo-nos a eles. O nosso corpo é semelhante ao teu, e falo-te assim porque sei que Tu, meu Senhor, podes compreender-me.

Eu não sei em que instante do tempo a minha alma entrou no meu corpo, nem quando foram formados os meus ossos ou foram tecido todos os meus membros. Só sei quem acendeu a luz dos meus olhos para que pudesse ver, e quem abriu os meus ouvidos para que pudesse ouvir a tua voz; eu sei que Tu, como meu Autor, estavas presente; deste-me o alento e infundiste na minha alma o espírito de vida.

Há já muitos anos que estou a viver neste corpo com membros e sentidos, e eles vão-me ajudando a que eu possa cumprir os teus desígnios e fazer a tua vontade. Agora vejo com os meus olhos e oiço com os meus ouvidos, mas quando os meus olhos ficarem sepultados na terra como poderei ver, se não tenho olhos; e como poderei ouvir, se não tenho ouvidos? como poderei tocar, senão tenho mãos; e como poderei caminhar, se não tenho pés?

Jesus: Consuelo, o Espírito Santo leva-te a fazer-me estas perguntas: o Espírito de Sabedoria, em santa cumplicidade contigo, permite que te expresses assim, pois na resposta estás o ensinamento para muitas almas e a consolação para muitos corações, que se perguntam como será isso de ver sem olhos e de ouvir sem ter ouvidos.

Os raciocínios humanos são um obstáculo para entender as coisas do Espírito de Deus; e não é que a razão seja um mal, pelo contrário: a razão, ao serviço da fé, pode levar o homem ao conhecimento da verdade; porque a verdade não se opõe à razão; mesmo assim a razão não pode opor-se à verdade nem lutar contra ela. A razão deve estar ao serviço de Deus e de suas coisas, mas muitos homens pensam que Deus está ao serviço dos seus raciocínios, e enganam-se.

Quando o homem morre no Senhor, a sua alma vai para o Purgatório, lugar de purificação, ou entra no Céu, Casa do Pai; então o homem não terá necessidade de olhos para ver, nem de ouvidos parta ouvir. Verá com os olhos da sua alma, iluminados pela luz da inteligência. A esta forma de ver chama-se visão intelectiva.

A alma, quando gozar da visão beatífica, verá a Deus cara a cara, tal como é, e conhecê-lo-á como é conhecida por Ele; compreenderá todas as coisa num instante, não necessitará que ninguém o ensine nem o instrua acerca do que vê, porque tudo estará, perante ela, iluminado com diáfana claridade pela fulgurante luz de Deus.

Consuelo, continuarei a falar-te do Céu, mas antes falar-te-ei de um lugar que, para muitos, é a sua antessala : O Purgatório. Também te falarei do lugar da condenação e daquele outro lugar intermédio comummente chamado Limbo, distinto do Céu e do Inferno.

Que é , pois, o Purgatório? O Purgatório é um lugar de purificação, um lugar de espera.

Aos membros do Corpo Místico que vivem na Terra chamam-se Povo de Deus peregrinante, que equivale a dizer um povo em marcha que, pela sua própria essência não pode ser um povo estático, mas ativo, que luta e se esforça, que trabalha continuamente para atingir o seu objetivo, o fim último da sua peregrinação: alcançar a Terra Prometida.

O Céu é a bem-aventurança onde o homem, depois de uma curta ou longa viagem, de uma curta ou longa carreira onde combateu o nobre combate da fé, recebe a coroa da glória, o prémio daqueles que se esforçaram, dos que venceram os obstáculos de um caminho difícil e sumamente arriscado: um caminho de fé, escuro pela própria essência da fé, que não é visão, mas adesão e confiança Naquele que é fiel e não mente e, como tal, cumpre sempre as suas promessas, pois a sua Palavra é luz na vereda e tocha na escuridão.

No entanto, ao Purgatório não se pode chamar lugar de peregrinação, mas de purificação na espera; a própria espera vem a ser uma via purgativa.

Sempre te disse que o amor puro é como chamas de fogo, e não pode ser apagado pelas águas. Este amor cresce na espera, e é tão forte que abrasa e consome não só as misérias, mas também as reminiscências das mesmas.

O fogo do Purgatório não é produzido pelo ódio, mas pelo amor: o grande e imenso amor das almas que anseiam encontrar-se como Bem amado, com Aquele que é Amor. O fogo do Purgatório é, portanto, um incêndio que foi provocado pelo amor daqueles que querem limpar as suas vestes e branqueá-las para se apresentarem dignamente nas bodas do Cordeiro Imaculado.

Durante a vida terrena o homem dispõe de meios suficientes para se santificar e para ressarcir as reminiscências contraídas em toda a culpa. Servem ao homem, para este fim, os sofrimentos e as tribulações, as doenças do corpo, e os desalentos e amarguras da alma, aceitados com paciência e com amor. O Pai permite que os homens que se assemelham a seu Filho, Jesus Cristo, participem com Ele no suplício da cruz; pois esta cruz, loucura para o incrédulo, é sabedoria e força de Deus para os que creem em Mim; e por essa fé, que os faz bendizer a Deus inclusive no leito da dor, são purificados e santificados. E muitos são enaltecidos e glorificados no Céu sem passar pelo Purgatório.

Entre os membros da Igreja peregrina e os membros da Igreja purgativa existe uma grande diferença. Os primeiros devem continuar a caminhar em ordem ao seu crescimento espiritual, até chegar à plenitude conforme o ideal de Deus: homens perfeitos. Os segundos já passaram deste mundo para um lugar de perfeição e graça, e foram julgados e considerados dignos de entrar e tomar parte na assembleia dos justos, no Reino dos Santos.

Os membros da Igreja purgativa ouviram dizer estas palavras: «Vinde, benditos de meu Pai, receber a herança que vos está preparada desde o início do mundo.» E, se foram chamados, porque não acorrem com rapidez para receber a herança que, como filhos adotivos, lhes pertence? Por amor a Deus e por respeito à Igreja triunfante, pois ainda não estão suficientemente purificados e preparados para receber a herança.

Consuelo, escreve as minhas palavras porque o conhecimento de tudo isto levará muita luz às consciências, formando-as em retidão e fazendo-as compreender a admirável e sublime grandeza da Comunhão dos Santos.

No dia em que partires deste mundo para a Casa do Pai poderás compreender com límpida claridade o que agora se mostra a teus olhos como velado ou de forma parcial; mas, crê-me, há um grande abismo entre um lugar e outro, e o homem, enquanto viver, não pode aceder a ele. De que abismo falo? Daquele que o homem abriu por não ter simplicidade nem pureza de coração.

Se o homem tivesse os olhos do espírito abertos, veria com clareza que apenas é um membro num Corpo grande e robusto; e se tivesse simplicidade de coração, compreenderia que a grandeza de ser membro não está só em receber, mas que a maior grandeza está em dar; em servir, não em ser servido; em glorificar o Corpo, não em glorificar-se a si mesmo; em passar perante o mundo como ignorante, para que outros sejam sábios. Assim sucede no Céu; nenhum bem-aventurado procura o seu próprio interesse; se o fizesse, não estaria no Céu, pois não é lugar para os egoístas.

Que sucede com as benditas almas do Purgatório?

Estas almas, por serem benditas do Pai, têm consciência da Justiça Divina, que é diferente da justiça humana. A justiça divina é como uma luz fulgurante que tudo ilumina deixando a descoberto qualquer mancha ou imperfeição. Estas almas entendem e discernem o que é a Igreja e o que significa ser membro deste Corpo glorioso e santo, e com límpida claridade sabem em que consiste e qual é a sublime grandeza da Comunhão dos Santos. Tudo isto as faz retroceder; não pensam nelas, pois compreenderam que, para entrar no Céu, as suas vestes devem ser brancas, branquíssimas, de uma brancura refulgente para assemelhar-se Àquele que é três vezes Santo.

As benditas almas do Purgatório sabem que são membros do Corpo, que é a Igreja; e compreendendo que no Céu ela está esplêndida e gloriosa, resplandecente com a glória de Deus, sentem pela Igreja triunfante respeito e suma reverência e, da sua condição de membros em vias de purificação, contemplam-na, mas não se atrevem a aproximar-se dela enquanto não estiverem, como filhos, à altura da Mãe: limpos e reluzentes, sem mancha nem ruga.

As almas do Purgatório têm um sentido muito claro e profundo do que é a Comunhão dos Santos, pois elas participam nos bens espirituais da Igreja peregrina e da Igreja triunfante. Desta maneira, elas intercedem a Deus por todos os demais membros da Igreja peregrina: aqueles que ainda estão em vias de santificação e de alcançar a vida eterna.

A Igreja é uma comunidade de bens espirituais e, numa comunidade, os membros estão ao serviço uns dos outros, desempenhando a missão que a cada membro foi atribuída.

Quando uma alma vai para o purgatório, como já não está submetida ao tempo por ter saído das suas coordenadas, poderia dizer-se que um instante, comparando-o co o tempo da Terra, poderia calcular-se por anos; embora na realidade o tempo não exista, apenas a intensidade.

É difícil livrar-se das penas do Purgatório devido à fraqueza humana, dada a cometer erros e a não ser nada reflexiva; porque, se pensasse na palavra da Escritura, verificaria que diz: «De toda a palavra ociosa o homem dará contas a Deus.» E quantas palavras ociosas não diz o homem? Quantas irreverências e desacatos não comete contra o seu Deus e Senhor? Pois de todas estas coisas, a que poucos dão importância e que têm esquecidas como algo que já não se usa, o homem terá de examinar-se na presença de Deus.

Quando um homem peca gravemente, para recuperar a graça e a amizade de Deus recorre ao sacramento da Penitência para o perdão dos pecados, e o ministro da Igreja, que representa Cristo, impõe uma penitência proporcional ao delito e perdoa os pecados. Mas, depois desta penitência e deste perdão, ficam na alma como um pequeno ou grande sedimento, algumas nuvens mais ou menos carregadas; depende muito da disposição interior de cada alma; pois estas pequenas lesões ou manchas escuras são as que têm de ser lavadas, limpas e purificadas no Purgatório.

Há pessoas que, graças à grande misericórdia de Deus, se livram de cair em pecado grave; no entanto, com grande ligeireza sucumbem e deixam-se vencer pelo pecado venial e, com um conceito errado, pensam que esta desordem é leve e, por sê-lo, não desagrada ao Senhor. Pois é certo que se enganam: é tão deplorável o mal que não há uma vara para o medir, pois bem diz a Escritura: «O que não é fiel no pouco não pode ser fiel no muito.»

Há almas que permanecem longo tempo no purgatório por terem dito uma só mentira, mas essa mentira trouxe problemas para outras almas; e uma das coisas que a justiça divina mais deplora é o mal que, com palavras ou com obras, o homem faz a outro homem. Porque assim como o bem que o homem faz a um semelhante reverte também sobre si mesmo, de tal forma que quem salva uma alma tem salva a sua; quando o homem faz um grave dano a outros, este mal recai também sobre ele e põe em perigo a salvação da sua alma, se não se arrepende e repara o dano.

Por isso, o homem, antes de agir, deve refletir e meditar sobre as consequências dos atos que realiza. O Purgatório existe e só pode livrar-vos dele o amor a Deus e aos homens, imagem e semelhança de Deus: um amor puro e santo, capaz de purificar e de consumir, nestas vivas chamas do amor, todas as reminiscências das misérias humanas.

Consuelo, se a felicidade e o supremo bem consistem em possuir a Deus e em estar com Ele, a maior desgraça para a alma que ama entranhadamente o Senhor, é viver longe Dele, sentindo-o próximo, ansiando dia e noite pelo encontro com o Ser amado para celebrar com júbilo os esponsais místicos.

Este amor tão profundo faz que as almas ardam em fogo, um fogo que, como a sarça do Sinai, arde sem consumir. Moisés só viu o fogo a arder, símbolo do amor de um Deus que a Si mesmo se chama fogo devorador. Sofrem os que amam, quando estão longe do Amor; e amam os que mais conhecem; e as almas benditas, por terem sido consideradas dignas de possuir o Reino de Deus, sentem vivos e ardentes desejos de se purificarem e de estarem resplandecentes, para se apresentarem diante de Mim como a esposa que se enfeita para o seu esposo.

Como podem os membros da Igreja militante ajudar estas benditas almas a encontrar, por fim, o descanso eterno? E que podem fazer não só para aliviar as suas penas, mas para conseguir que elas alcancem a bem-aventurança da glória?

Os membros da Igreja militante devem orar; e esta oração não deve ser tomada como uma simples devoção; orar por aqueles que um dia partiram, mais que uma devoção é uma obrigação. É um dever sagrado orar uns pelos outros, como membros que são de um mesmo Corpo; e diz a Escritura que, se um membro sofre, todos os demais membros sofrem com ele; e se um membro goza e se alegra, todos os membros gozam e se alegram conjuntamente.

Além disso, quem de vós pode dizer com certeza que algum dia não irá precisar das orações, dos sacrifícios e das obras de piedade e de misericórdia de que estão a precisar agora as benditas almas do Purgatório? Elas nada podem fazer por si mesmas, mas vós podeis oferecer a Deus o sacrifício da Missa para descanso das suas almas e para que alcancem a vida eterna.

O sacrifício da cruz, a santa Missa, é o meio mais eficaz e excelente para sair do purgatório, no entanto para muitos homens este meio é insuficiente; e não porque não seja válido em si mesmo, pois não há coisa mais valiosa e com mais poder e força que a santa Missa, sacrifício incruento da cruz, mas porque nem sempre recebem os seus saudáveis benefícios aqueles pelos quais se aplica, dado que nem todas as almas têm a mesma via de purificação.

Há quem, de uma forma irrefletida, com plena consciência, faça várias vezes promessas; pois aqueles que fazem promessas que as cumpram; porque o que se promete a Deus deve cumprir-se. Os que se apropriaram de bens alheios, que os restituam; porque é como uma corrente que vai ligada à reminiscência da culpa. Os que tiraram a outros a honra e a dignidade com a murmuração desapiedada, que restituam a fama e devolvam assim a honra que, com difamação, lhes usurparam. Poderia continuar a enumerar muitos casos parecidos ou semelhantes, em que não basta o sacrifício e a oração, mas em que é , além disso, necessário restituir aquilo que se tirou, seja a fama ou algum bem material. A intensidade do Purgatório depende da gravidade do delito, que não é o mesmo em todos os casos.

Ai daqueles que promovem escândalos! Mesmo que depois se arrependam, como remediar o mal que ocasionaram a outras almas? E se estas por causa do escândalo se afastaram do bem, como pode gozar do Céu aquele que as afastou do reto caminho, enquanto elas andam extraviadas, como ovelhas sem pastor? A missão dos que provocaram escândalos não só é pagar a sua dívida, mas rogar constantemente a Deus por aquelas almas que dispersaram, para que voltem ao redil, oferecendo para isso todos os sofrimentos em vida e os do purgatório.

Por isso digo que as almas não têm todas a mesma via de purificação nem todas requerem o mesmo tratamento. Às vezes as Missas que se oferecem por determinados defuntos nem sempre recaem sobre eles, ou porque não precisam delas, pois gozam da presença de Deus, ou porque Deus, na sua infinita bondade, distribui providencialmente todos os bens para que a todos alcance a sua misericórdia e a ninguém falte a sua bondade, e para que não cheguem ao Reino dos Céus uns sem os outros.

Consuelo, presta atenção a estas palavras. Não há asas que voem mais alto nem mais rápido que as mãos de Maria, minha santa Mãe. As mãos suplicantes de Maria, Mulher bendita entre todas as mulheres, são as asas vigorosas e firmes da grande águia que atraem para si a omnipotência de Deus. Porque quando ela intercede pelos seus filhos, os homens, implorando aquilo que convém ao seu bem espiritual e a salvação das suas almas, Eu sempre a escuto, inclinando o meu ouvido para Ela e atendendo os seus maternais pedidos: porque não há nada que Ela me peça que Eu não lhe queira dar.

E não há nada que chegue mais ao meu Coração que a oração de uma mãe em favor dos seus filhos. A oração humilde, silenciosa e impregnada de amor torna-me vulnerável e propício ao clamor. Além disso, a aceitação da vontade de Deus robustece a fé, fazendo que o que sofre cresça em virtude e no conhecimento de Cristo, Homem de dores.

Aquele pelo qual se sofre também participa do fruto santo que se obtém da aceitação destes padecimentos, pois converte-se para ele em medicina que cura as doenças, purifica e salva, cumprindo-se o que está escrito: "Vale mais a obediência que o sacrifício e a aceitação da vontade divina mais que qualquer holocausto." Fica saldada a conta e não há necessidade de mais expiação.

Por isso, nunca deixeis a vossa oração humilde e confiante, aceitai sempre a vontade de Deus com amoroso acatamento e, sobretudo, recorrei a Maria, a embaixadora sempre disposta a resolver assuntos importantes não só na Terra, mas junto das benditas almas do Purgatório.

A Mãe, quando se encontra com os seus filhos, tem sempre uma palavra de consolação e de ajuda espiritual, que alivia a dor e mitiga o tempo de espera. A Virgem Imaculada liberta muitas almas das suas ligaduras, veste-as com roupas de festa e apresenta-as perante o trono de Deus. Ela é Mãe e, como tal, preocupa-se sempre com os seus filhos e intercede constantemente por eles ante o Salvador dos homens.

(continua)

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