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Maria Corredentora

(dado a Catalina por Maria)

domingo 16 de Novembro de 2025

"Chamam-me Corredentora pelas dores que sofri; mas eu fui-o, ainda antes, pela doação que tinha feito por meio de Gabriel. Oh, Meu Divino Filho! Quanta honra quiseste dar a Tua Mãe em compensação pela grande pena que sofri ao subir à dignidade de Tua Mãe!
Vós filhinhos, no mundo estais cegos, mas quando virdes, coisas estupendas serão incentivo para Mim, do vosso regozijo. Vereis que grau de glória e humildade há aqui, aqui onde o Meu Jesus É o sol que jamais se oculta. Vereis que sábio desígnio foi levado a cabo através da Minha renúncia ao abaixamento do ocultamento.

Antes Eu disse: Corredentora; para que o fosse não bastavam as mágoas habituais. Faltava uma união íntima com o Seu grande sofrimento para que todos os homens fossem redimidos de maneira que, enquanto ia com Ele de uma povoação para outra, ficava cada vez mais ao corrente do pranto desconsolado que Meu Filho derramava em tantas noites sem sono que Ele passava em oração e meditação. Era-me revelado e posto diante de Mim cada Seu estado de ânimo; e então começou, certamente, o Meu calvário e a Minha cruz.
Quantas considerações agravavam, dia a dia, cada vez mais, as Minhas dores, as dores de Sua e vossa Mãe! Tantos pecados, todos os pecados. Tanta angústia, todas as angústias. Tantos espinhos, todos os espinhos; Jesus não estava só. Ele sabia-o, sentia-o, via que Sua Mãe estava em contínua união com Ele. E afligia-se ainda mais com isso, porque o Meu sofrimento era para Ele causa de maior sofrimento.
Meu Filho, Meu adorado Filho, se estes filhos soubessem o que então se passou entre Tu e Eu!...
E chegou a hora do holocausto, chegou depois da doçura da Ceia de Páscoa. E a partir de então, Eu devia juntar-me à multidão; Eu que o amava e adorava de maneira única, devia permanecer afastada Dele. Oh Meus filhos, será que vós compreendeis?...
Eu sabia que Judas estava a dar os seus passos de traidor e não podia mover-me; sabia que Jesus tinha derramado Sangue no Horto e nada podia fazer por Ele. E depois prenderam-no, maltrataram-no, insultaram-no e condenaram-no iniquamente!
Não posso dizer-vos tudo. Dir-vos-ei apenas que o Meu Coração era um tumulto de contínuas ansiedades, um assento de contínua amargura e incerteza, um lugar de desolação, de abatimento e desconsolo. E as almas que depois se tinham perdido? E todas as simonias e trocas sacrílegas?
Oh, filhos das Minhas dores! Se hoje se vos concede a graça de sofrer por Mim, bendizei, com fervor, Aquele que vo-las deu e sacrificai-vos sem hesitação.
Vós, Meus amados filhos, pensais na Minha grandeza. Ajuda-vos a pensar; mas escutai-me, não penseis em Mim, tanto quanto pensais Nele. Se fosse possível, Eu gostaria de ser esquecida! Toda a vossa compaixão, oferecei-lha a Ele, ao Meu Jesus, ao vosso Jesus, a Jesus vosso amor e Meu.
Assim, filhinhos, a mágoa do Meu Coração foi uma espada contínua que trespassou de lado a lado a Minha alma, a Minha vida. Eu senti-a enquanto Jesus não; consolou-me com a Sua Ressurreição, quando a Minha imensa alegria cicatrizou de uma vez todas as feridas que sangravam dentro de Mim. “Meu Filho”, ia Eu repetindo. Porquê tanta desolação? A Tua Mãe está junto a Ti. Nem sequer o Meu amor te basta? Quantas vezes Te consolei nas Tuas aflições? E agora, porque nem sequer Tua Mãe pode dar-te algum alívio?... Oh, Pai do Meu Jesus, não quero outra coisa que não seja a que Tu queres, Tu sabe-lo bem; mas vê se tanta aflição pode ter alívio; Pede-to a Mãe de Teu Filho.
E, já no calvário, clamei: Meu Deus, faz voltar àqueles olhos que adoro, a luz que neles imprimiste desde o dia em Mo deste! Divino Pai, vê que horror naquele rosto santo! Não podes, pelo menos, enxugar tão copioso Sangue? Oh Pai de Meu Filho; Oh Esposo, Meu Amor, Oh Tu Mesmo, Verbo que quiseste ter a Humanidade de Mim! Sejam prece aqueles braços abertos ao Céu e à terra, sejam a súplica da Sua aceitação e da Minha!
Vê Oh Deus, a que foi reduzido Aquele A Quem amas! É a Sua Mãe que Te pede um alívio para tanta tristeza. Dentro em pouco, Eu ficarei sem Ele, assim se cumprirá inteiramente o Meu voto quando o ofereci de coração no Templo; sim, ficarei só mas alivia a Sua dor sem atenderes à Minha…"


Fonte: do livro "A Paixão"